Minha Poesia 2016

"Submissão"

O povo é submisso 
Pelo julgo do feudo 
É julgado e ameaçado 

E não faz por isso
Vem o senhor feudal 
Do seu imponente castelo
Que a outros foi roubado
Na sua charrete de luz
De cinzento pintada
Como de prata se tratasse
De ouro vem vestido 
Mas moedas não espalha
Pois tudo é fogo de vista
Mas sabe pisar os pobres 
Que nem casa tem
Ameaçando sem demora 
Quem em seu caminho se detém 
Cruza-se com uma mulher
Digna e respeitosa
Chama-a entre o povo
E desrespeita-a em palavras
Em frente às pessoas submissas
Que de medo apavoradas
Nada fazem ou dizem
Para ajudar a pobre coitada
Que nada fez do crime
Mas que julgada está a ser
Só lhe falta ser queimada 
Na fogueira do seu castelo
Ou em praça pública 
Chamando-lhe de bruxa
Pois acusada foi ela
De o difamar com a verdade 
Mas a ela ninguém defende
Pois marido não tem
Seu pai morreu 
E aos homens do povo
Lhes falta coragem 
Para defenderem a verdade 
Da honra ameaçada
Desta pobre mulher julgada
Que só quer paz e descanso 
E numa casinha humilde
Viver abençoada 
Com seus filhos 
A pão e água alimentados
Sem castelos nem charretes
Ela tem só a coragem
De submissa não ser
E o sr feudal só quer
A todos espezinhar 
Pois seu julgo tem de ser
Nesta terra que pensa só sua 
Como de um rei se tratasse
O vencedor dos escravizados

Miká Penha                                                                                          9.6.2016
"Despi-me de Mim"
Despi-me de ti
Despi-me de mim
Despi-me de preconceitos

E assumi
Assumi a solidão
Assumi a doença
E sofri
Sofri desgastada
Sofri de dor amarga
E limpei
Limpei as lágrimas
Limpei a cara
E levantei
Levantei-me da cama
Levantei-me da areia
E segui
Segui o caminho
Segui procurando
E percorri
Percorri o areal
Percorri-o à tua procura
E não estavas
Fiquei despida
Despida de ti
Despida de mim
E morri.

2 Junho 2016                                                                                      Miká Penha
POEMA DE ANTÓNIO BELO
Dedicado a uma amiga que está com problemas de saúde do foro oncológico.
“Para ti amiga MIKÁ, esperança e coragem”
Que não chorem as palavras
Sentado na secretária ia rascunhando um poema
Um daqueles poemas simples que costumo fazer
Em palavras fáceis que assumo ser meu lema
Com que retrato o meu sentir e o meu viver.

E numa pausa aproveitei para consultar o” face”
Gosto de ver o que os amigos vão publicando
Deparei com um relato que escreveste
Sobre o triste momento porque estás passando.

Fiquei confuso por ter lido apressado
Voltei atrás para melhor entender
Passei de confuso a chocado
Com a gravidade do que te está a acontecer.

Peguei no telefone para falar contigo
Demoraste um pouco para atender
Viste por fim que se tratava de um amigo
E logo, logo te ouvi a responder.

Olá Belo, como estás?
Naquele jeito afável que costumas dizer
Mas eu atento e um tanto sagaz
Na tua voz ouvi um estremecer.

Procuraste ser forte e disfarçar
Quanto estás a sofrer com a situação
Mas há mágoas que não podes guardar
Porque do ser que és querem destruir a razão.

Confortei-te com as palavras que de momento
A minha mente libertou para te ajudar
Se foram fracas para sedar teu sofrimento
Eu prometo que vou outras inventar.

Enquanto há vida há esperança
Na tua fé pede a Deus para te ajudar
Que te traga novos tempos de bonança
Para teus sonhos poderes concretizar.

E aqui deixo escrito meu voto sincero
Que o mal se vá e possas melhorar
Que estas palavras não se tornem em desespero
Porque os meus olhos não as querem ver chorar.

António Belo-                                                                                                              01.06.2016

“Pão-de-ló com amor”
Dá-me a receita
Deste teu pão-de ló 

Com odor a canela
Para meu amor
Quero fazer
Este bolo saboroso
Com sabor a chocolate
Que delícia que perdura
Dum tempo passado
Mas sempre lembrado
Unindo corações
Repartindo fatias deliciosas
Vamos dar neste bolo
Dentadinhas doces
Amornadas
Do calor do forno
Beijinhos deliciosos
Caprichados 
Entusiasmados
Pão-de-ló de ovos
Pão-de-ló de chocolate
Pão-de ló de canela
Pão-de-ló de amor
Lambosados deste doce
Caraterístico destas aldeias
Na zona oeste situadas
Vem comprar e lambozar
Os teus lábios carmim
Deste sabor sem fim.

Miká Penha                                                                  9 Maio 2016

"Noite estrelada"
És a minha estrela da noite
Que brilha sem cessar
Num enorme esplendor

Iluminando meu caminho
No meu mundo sem amor

És a minha estrela da noite
Que brilha sem amar
Num estranho ardor
Com raminho de azevinho
Espero novo amor

És a minha estrela da noite
Que brilha a cantar
Entoando louvores
Ofereces-me um canarinho
Para suavizar este amor

Nesta noite estrelada
Recordo suas juras de amor
Nas margens da Lagoa
Para sempre lembrada
Desta tua apaixonada.

Miká Penha                                                                                    9 Maio 2016
"Emulação"
Sentimento de imitação
Excedendo outra pessoa
É uma corrida desenfreada

Na minha profissão
E entre congressos, exposições
Prémios, concursos
Tudo foi uma competição
Que ganhei, ganhando
Que sofri esperando
Todas as metas atingir
Ganhar o ganha-pão
Dos meus filhos
Com qualidade
Nunca perdendo 
Somando distinções
E louvores
Subindo a escada
Que está dentro do meu eu
Não revalidei com ninguém
Não pisei ninguém
Comparo o antes com o depois
Ultrapassei-me a mim própria
E cresci para vós meus filhos
Vocês são o meu eu
Com quem mais me identifico
Vocês são o meu todo
Sem vocês nada seria.
Com todo o fôlego
Que me resta
Pois me sinto cansada.
Vocês são a minha centelha
Amo-vos.


Miká Penha em "Retrato de Mim"                                                                          26.03.2016
"Ambivalência"
Algures no meu cérebro
Procuro a palavra, positividade
Na alma carrego a dor

A carência afetiva me falta
Meu coração está pleno de amor
Eu estou vazia de paixão
Na correria da vida
Tudo se torna obsessão
Profissionalismo
Altruísmo
Autenticidade
São qualidades minhas
Que tento não as perder
Mas a ambivalência
Mora dentro de mim
Coexiste no meu eu
Opostos e contraditórios 
Como dois imanes inversos
Que não se tocam
Como o amor e ódio
Como o pólo norte e sul
Como a escuridão e a luz
Como a noite e o dia
Como o sol e a lua
Como o yin e yan
Como eu e tu.
Dentro de mim 
Também mora a saudade
Quando amava alguém
Mas agora está despertando
Um novo amor.


Miká Penha
em "Retrato de Mim"   26 Março 2016
"Frágil"

Frágil, 
Me sinto frágil, 
Não estou ágil,

Já nem de mim gosto,
Como posso gostar de ti?
Ou de ti ou de ti,
Não quero mais 
Amar sem ser amada
Não quero mais
Nesta vida sofrer
Não quero mais 
Nela padecer
E no fim lágrimas
Queria ser magérrima
Mas nem isso consigo
Sinto-me frágil
Sinto-me tão frágil
Pensei que finalmente
Encontrei a minha utopia
Sofro por amor
Até sofro de atopia
Sofro de solidão
Oh como me sinto frágil
E cada vez menos ágil
Para quê pensar em amor?
Não nunca mais pensarei
Tenho de esquecer
E não mais ceder
Pois mereço paz de espírito
Dito novas regras
Coração prescrito
Oh como me sinto frágil
Juro meu coração
Não mais sofrerei
Meu pobre coração
Vou-te ajudar a esquecer
Começarei por cantar
Uma canção de ninar.


20 Março 2016                                                                             Miká Penha
"A Preto e Branco"
Vi-te e nem acreditei
Que esperas desta vida
Que a preto e branco prossiga

As palavras a ti perguntei
Que querias a paz vivida
Num final sem intriga
Mas nos teus olhos desencantei
Uma lágrima envolvida
Quando passou uma rapariga
Com o namorado cumprimentei
Fiquei muito comovida

P-oeta aos meus olhos és
R-egras na vida tiveste
E-nlace com sucesso
T-odavia estás só
O-ptaste pelo bem

E-nvolves-te na população
B-rincas com as palavras
R-espondes a sorrir
A-mo-te como és
N-unca poderás adivinhar
C-omo me apaixonei
O-tempo te o dirá.

16 Março 2016                                                                                      Miká Penha
"Missa de intenção"
Uma falha no meu coração
Rezo missa de intenção
Mas a saudade não resolve

Todas as sextas rezando
Para te sentires tranquilo
Estejas onde estiveres
Sinto-me mais perto de ti
Sinto que fui a filha que te amou
Que te ama apesar do desfecho
Que a vida nos separou
Mas não esqueço o percurso
Da vida que tivemos
Serena sempre fui
Até cartas me mandavas
Quando zangado estavas
Com a vida conjugal
Hoje leio-as com atenção
Só para absorver tuas palavras
Para ver tua letra
Bailar nos meus olhos
Aquela letra inclinada
Com mestria trabalhada
Foste um orgulho de pai
Quando em pequena
Banho me davas
E suavemente secavas 
Meu cabelo negro comprido
Contando teu dia de trabalho
E à um ano atrás
No meu trabalho aparecias
Ia-mos almoçar os dois
Desabafavas as desgraças
Da serenidade que se foi
Das desavenças que sofrias
Do desgosto que te abalava
Choravas lágrimas frias
Do passado escondido
Que covardemente
Não enfrentaste
Essas cartas tudo escondem
Agora choro eu as lágrimas
Que não vou esconder
E num livro irei desabafar
De quando à Santa Casa
Me foste buscar
Para mais tarde recordar
Os meus netos e bisnetos
Do que os dois sofremos
Nesta vida sem amar.

10 Março 2016                                                                                                         Miká Penha

"Urso companheiro"

Foste-me oferecido
Há muito anos
Neste dia tão especial

Tu continuas na minha cama
Abraço-te e não te queixas
Afagas-me as lágrimas
Da saudade sofrida
Sonho com o passado
Sonho contigo
Tão velho estás
Todos os outros peluches
Foram oferecidos
Para o orfanato
Mas nunca consegui
De ti me separar
Contigo vou chorar
A nostalgia que me assola
A dor no meu peito
A saudade de ti
A saudade de mim
Meu companheiro
Meu consolador
Meu amigo
Nunca me abandonaste
Nunca me cobraste
Nunca me faltaste
Tu sim és o meu companheiro
Contigo aceito casar
Meu urso branco.

8 Março 2016                                                                                        Miká Penha
"Torrada fria"

Acordei
A manhã fria
Tomei o duche matinal

Vesti uma roupa bonita
Sorri para o espelho
Sorriso aberto e sincero
Gosto de mim
Sinto-me bem comigo mesma
Sinto-me verdadeira
Liguei a torradeira
Barrei de manteiga
A torrada quente
Que cheirinho caseiro
Sentei-me
Bateram à porta
Era meu pai
Deu-me os parabéns
Pois hoje é o dia da mulher
Deu-me um beijinho na face
Senti seu perfume
Exaltou meu coração
Como eu estava feliz
Tinha tantas saudades dele
Disse que me ama muito
Tão bom ouvir essas palavras
De repente toca o despertador
Que dor...
E as lágrimas 
Rolaram em meu rosto
E a torrada não estava fria
Porque não existia
Porque ele já não existe
Mas vive dentro do meu coração.

8 Março 2016                                                                                                    Miká Penha
"As duas margens"

Há uma ponte que nos separa
Estamos nas margens opostas
Um sente que está na solidão

Outro sente-se na nostalgia
Um vive de recordações
Outro vive de memórias
Um sente que a vida acabou
Outro que só agora começou
A ponte atravessa o rio
Vai parar à outra margem
Vai-me levar a ti
Se tu olhares para mim
É uma ponte imaginária
Que a sociedade impôs
Pois quando um parte
A vida não acaba
É uma continuação
Um estado de alma
Uma terna recordação
Dentro do nosso coração
É um sentimento de aflição
Que nos faz sentir sozinho
Mas a força se renova
Quando um olhar nos encontra
Homem mulher eterna sedução
Que une as duas margens
Que enfeitiça o espírito
Por ti estou apaixonada
Por ti enfeitiçada.

6 Março 2016                                                                                  Miká Penha
"De ti não fugirei"

De ti não fugirei nunca
Mas não é em mim que pensas
Nem que vivesses numa espelunca

Mesmo nas horas intensas
Em que sonho connosco
Que vivemos numa ilha
Com um barco muito tosco
Cheirando a baunilha
No final da tarde, no lusco fusco
Num pôr do sol fenomenal
Exaltamos nossos corpos
Na areia ainda quente
Numa visão surreal
Naquela ilha abandonada
Onde perdi as coordenadas
Deste sonho que não acaba
Humildemente no meu canto
Limpei as lágrimas do pranto
Lavei as feridas do coração
Por isso nunca de ti fugirei
Espero de braços abertos
Assim te faço esta declaração
Pois pessoalmente não conseguiria
Pois o sonho é uma quimera
E o nosso amor a Primavera
Que me acende num rastilho
A minha alma de poeta
Esta ventura de te conhecer
E não te poder responder
Mas de ti não fugirei.

4 Março 2016                                                                                                Miká Penha

"Esquecida de Mim"

Dia de São Valentim
Dia de esquecer-me de mim
De me lembrar de ti

Me lembrar de todos
Até pinto a prenda
Para alguém dar
Ao seu amor
Nesta noite especial
Mas de mim me esqueço
É um dia comercial
Ou um dia de amor
É um dia de calor
Ou um dia crucial
Laços poder estreitar
E felizes todos estar
Eu neste dia vou ficar
Nem vou sair do meu lar
Entre meus lençóis
No calor de minha cama
Todo o dia em pijama
No meu quarto passei
Umas lágrimas chorei
Vendo o temporal
Que lá fora desabava
Carapinha na janela batia
Pedindo para entrar
Mas o frio era tanto
E eu continuava a chorar
Mais um dia para esquecer
Ou para ser esquecida
Com a caneca na mão
De chocolate quente
Para me aquecer
O meu pobre coração.

15 Fev 2016                                                                                          Miká Penha
"A verdade escondida"
A verdade é que estou 
Apaixonada
Essa é que é a verdade

Mas de que serve
Se ele nem sabe
Nem sequer adivinha
Quer ser solitário
Ou pensa que quer
Habituamo-nos
Cada pessoa 
Se acostuma
A nada querer
A nada ser
A achar que já nem quer
A achar que ela não quer
Mas quero, oh se quero
Sonho com ele
Connosco
Eu e ele
E uma cabana talvez
Educaram-me à moda antiga
Por isso espero 
O primeiro passo dele
O primeiro olhar encantado
O primeiro desejo concretizado
Esperar?
Essa é a minha sina
E de tanto esperar 
A solidão me assola
Me consome
Me destrói
Vivo esperando 
Pelo que nem existe
Vivo esperando por um sorriso
Vivo esperando por um afago
Ou por um abraço
A verdade é que nem existes
Mas sempre estive 
Por ti apaixonada
A verdade escondida
Dentro de mim
É que sou uma loba solitária.

14 Fev 2016                                                                                                               Miká Penha

"No teu castelo"

Ontem entrei no teu castelo
Só à porta quis ficar
Oh como estava gelado

Seu esplendor majestoso
Estava bem patente
Muito amor no passado
Muitas antiguidades talvez 
Um sonho que se desfez
No teu triste coração 
Amarguras nas paredes
Escorrem em tinta de sangue
Mas o grande candeeiro
Com sua luz iluminando
Aquecendo a paixão 
A esperança latente 
Nas janelas abertas 
Onde o sol penetra
Alimentando as plantas 
Que nos vasos choram
Quase que me apeteceu
Àquela porta gritar
Aparece meu amor
Vem comigo namorar
Esquece as lágrimas de dor
Esquece esse entorpecimento
Vem viver o momento 
Passeamos de mãos dadas
Partilhando o saber
Com calma e serenidade 
Não quero teu castelo 
Nada quero de ti
Só o teu amor esquecido
Que te faz frio e altivo 
Mas consigo te sentir
Te amar e compreender 
Não queres de mim saber
Pois já nem queres viver.

27 Jan 2016                                                                                                                Miká Penha

"Prisão do amor"
Amar à antiga
É esse meu amor
Esperar um cavalheiro

Que seja digno de mim
Não precisa ter dinheiro
Nem cheirar a jasmim
Nem ter laço ao pescoço
Não quero minha vida
Num estado de alvoroço
Quero singeleza
E muita serenidade
Tudo com leveza
E assiduidade
Nas mãos dadas
Nos abraços e carinhos
Um mundo aos quadradinhos
Onde a nossa história 
Vai sendo feita
Onde haja vitória
Nesta vida perfeita
Estou pronta a te amar
Me tira desta prisão
Não tenho previsão
Mas vem me roubar
Vamos partilhar a casa
Conquistar o amor
A vida vai ter mais sabor
Sei que não sabes que te amo
Que te espero sem alcançar
Pois nem vais adivinhar
Que te quero meu salvador
Teu olhar doce como mel
Há muito que sinto algo
Mas este amor à antiga
Não me deixa nada te dizer
Assim espero um dia
Que sintas o mesmo amor
E abras teu coração
Para me tirares desta prisão.

16 Jan 2016                                                                                                                 Miká Penha

“Papel de Papiro”

Esta planta exótica
Linda e tão verdinha
Cortei-a razinha

E sequei-a ao sol
Seca e castanha
Coloquei-a de molho
Misturei a cola branca
Estiquei-a com o rolo 
A secar as coloquei
Em folhas amareladas
Douradas do sol
Agora sim 
Prontas estavam
Para nelas poder escrever
Com a minha velha caneta
Poemas de te encantar
Declarando meu amor
Nestas ricas páginas
Da minha arte de artesã
Reciclando o material
E sempre pensando em ti
Segundo a segundo
Minuto a minuto
O tempo vai passando
Esperando por ti
Que tenhas a coragem
De teu amor proclamar
Como eu proclamo o meu
Aqui te esperando
Dias a fio no meu retiro
Esperando que te declares
Com um ramo de rosas vermelhas
Da cor do nosso futuro amor
Poema de encantar
Meu tímido coração
Declaro só em papel
Em poemas secretos
Pois assim não vês
Que te estou esperando
Que me deixes entrar 
No teu coração.

13 Jan 2016                                                                                                    Miká Penha
"Persistência"
Sê persistente meu amor
Não desistas de viver
Olha nos meus olhos

Ganha força nesse teu ser
A luta, essa já acabou
O amor está a desabrochar
Não te deixes enganar
Quando a razão diz que findou
O coração diz que é amor
Algo em nós escapou
O medo de voltar a amar
O medo do certo ou errado
O medo da sociedade
E nós meu amor
A vida está a escapar
Vamos ter de avançar
E não deixar o amor acabar
Antes mesmo de ter começado
Persistência meu amor
Ainda vamos a tempo de amar
Acordar lado a lado
Dar as mãos ao caminhar
Enlaçados e abraçados
Neste novo caminhar
Mas a razão diz-te que não?
Então ainda não 
Queres dar teu coração?
Meu amor já te perdi
Mesmo antes de te ganhar?

13 Jan 2016                                                                                         Miká Penha
"Cegueira de amor"
Precisas de mim
Preciso de ti
Oh como és cego

Ou não queres ver
Ou não queres sentir
Ou tens medo
Do meu existir
Olhas para mim
Com olhos de homem
E me sinto mulher
Acorda e esfrega os olhos
Acorda e olha para mim
Abre teu coração
À muito fechado
Á muito esquecido
Esquece 
O medo que te apoquenta
Esquece 
As diferenças de idades
Esquece 
A razão da vida
E olha para mim
Estou aqui a teu lado
Olhas para mim 
E não me vês
Sinto que ainda queres sentir
Sinto que ambos merecemos
Sinto-me pronta para ti
Para ser tua para sempre
Até que a morte nos separe
E quanto mais faço
Menos me vês
Continuas cego
E eu continuo te esperando
Calmamente suavizando
Meus dias com as palavras
Que me saltam da caneta
Não escrevendo teu nome
Entrando em livros
Não lidos por ti
Mas a tua cegueira
Não me faz desistir
Fico esperando por ti
Até um dia meu amor.

12 Jan 2016                                                                                             Miká Penha
"Pai Nosso"
“Pai-Nosso que estais no céu”
Assim começa esta linda oração
A única da igreja rezada na missa

A palavra “amém” não deves dizer
O porquê não deves saber
Mas vou-te tentar explicar
Mesmo sem a rezar
Pronunciar esta palavra
É dizer que é verdadeiro
O que acabaste de dizer
Nesta linda oração
Rezada com o coração
A palavra “amém” é utilizada 
Para concluir as orações
E quem a vai acabar
É o prior a orar
“Livrai-nos de todos os males, 
Ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. 
Ajudados pela vossa misericórdia, 
Sejamos sempre livres do pecado 
E protegidos de todos os perigos, 
Enquanto, vivendo a esperança, 
Aguardamos a vinda de Cristo salvador.”
E o povo responde aclamando
Em uníssono como antigamente
Mesmo não sabendo a sua origem
Desta linda ovação
“Vosso é o Reino, o poder 
e a glória para sempre!”
Assim, se reza o Pai-Nosso 
Na liturgia eucarística, 
Como uma parte dela
Que nos faz sentir
A esperança no amanhã
Assim vinde Senhor
Que recebeste meu pai
Que a teu lado está de certeza
Protege a minha família
Dai-me forças para continuar
Amém.

9 Jan 2016                                                                                    Miká Penha
(foto do meu casamento de Luis Neves)

PARABÉNS FILHO ... "TITO ALEXANDRE" 30 anos

Neste dia que fazes anos
Te desejo o melhor
Amor da minha vida
Teu olhar amendoado
Tenho saudades tuas
Estou neste povoado
Mas sinto-te a meu lado
Luz dos meus olhos
Desta vida sofrida
Que a transpusemos
Passo a passo
Com a tua maninha
Como um compasso
Num caminho certinho
Os três juntinhos
Cheios de carinhos
Pela vida fora
Percorremos a vida
Saltamos dia a dia
Cheios de alegrias
Felizmente com saúde
Estudaste o que quiseste
Vais-te formando
Pela vida fora
Com segurança
Amas e és amado
Respeitas o próximo
Trabalhas para comer
A vida te dá prazer
És uma bênção que Deus me deu

8 Jan 2016                                                                          Miká Penha

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