BARREIRAS do Cadaval...Aldeia do meu coração

A aldeia das Barreiras
Peral - Cadaval



Nossa Srª para dar as boas vindas aos visitantes


BARREIRAS - É uma aldeia da freguesia do Peral, concelho do Cadaval, situada no centro de um triângulo imaginário cujos vértices são o Peral, a Sobrena e Figueiros.


O centro da povoação fica a 1km da Estrada Nacional nº366, que liga Alenquer a Caldas da Rainha. Tem uma área aproximada de 1,5km2 e cerca de 300 habitantes. Os seus terrenos, margo-argilosos ou só argilosos, com grandes bancos de grés de diversas cores, fazem parte da zona produtiva do concelho do Cadaval, conforme foi definida, em 1930, pelo Dr. Leonel Ribeiro na sua Tese de Sc. Hist. e Geográficas sobre este Concelho.

Além destes terrenos chamados localmente ‘’fortes’’ também há terrenos ‘‘leves’’ (argilo-arenosos) e de aluvião, estes ao longo dos três regatos (Ribeiro, Magoas e Vale da Tripa), que são afluentes da ribeira do Peral. À aldeia das Barreiras pertencem os Casais da Cruz, o Caniço, os Casais do Ribeiro (Moinhos), a Quinta do Caniço, a Quinta Nova e os Casais do Entrudo.

A origem do nome Barreiras é desconhecida. Deve estar relacionada com barro (terreno argiloso) - talvez a partir de “barroeiras”.

Outras hipóteses menos prováveis são a de local com acessos difíceis, com ‘’barreiras’’, e a de lugar limítrofe da freguesia.

"A Lenda das Barreiras"

A Lenda da Clarinha

 Vou-vos contar uma lenda, uns dizem verídica outros dizem inventada, quem a viveu ficou perdurada no tempo, foi na Serra de Montejunto que é uma serra de Portugal.
Durante o Inverno sombrio e triste, na aldeia das Barreiras no sopé desta serra, pertencente ao Peral, Cadaval, no fim de um dia de pouco trabalho e muito frio, os agricultores recolhiam a sua casa, acendiam o lume da lareira e todos se sentavam à volta, os anciões mais antigos contavam histórias e lendas aos filhos, lembravam-se de acontecimentos passados nesta aldeia, contados a eles por seus pais e avós.
Ovelhas que desapareciam, vacas mortas e desventradas, um lenhador desaparecido e uma dama vestida de branco vagueando na noite pelos eucaliptais.
Conta a lenda que a dama era a noiva do lenhador, iam casar quando ele desapareceu, tinha seu vestido já feito e costurado por ela, com seus cabelos negros escorridos pelas costas cobrindo seus ombros, vagueava nos dias mais frios e gelados ia até ao caminho de macadame que ia ter à serra deambulava cantando uma triste canção misturada com as lagrimas e soluços, de vez enquanto gritando pelo nome do noivo “José”, mas conta a lenda que o José foi mordido por um lobo enquanto cortava a lenha na serra e se tenha transformado em Lobisomem, vindo visitar sua noiva em dia de Finados, dia 1 de Novembro, visita anual onde ela o ofertava com um sacrifício, oferecia-lhe uma bela jovem, a mais linda da aldeia.
Então por essa razão todos se fechavam em volta da lareira, acompanhados uns pelos outros, mas sempre havia um descuido e todos os anos acontecia um desaparecimento.
Neste ano a Bruxa de branco vestida, conseguiu enganar uma linda jovem morena como Cristo de olhos encantadores que nasceu no Cadaval e foi recém nascida para as Barreiras, ela tinha 3 irmãs, ela sonhava com o Príncipe Encantado e deixou-se levar, quando estava na lareira, com a avó, pais e irmãs ela foi ao quintal à casa de banho, mas mentiu, saiu sorrateiramente pelas traseiras da casa, e foi para a porta da capela.
Ela queria olhar a serra, ver se via a dama de branco que lhe prometeu conhecer um Príncipe nessa noite de breu.
Lá apareceu a dama, que lhe deu a mão e seguiram estrada fora sem palavras, e dama parecia um fantasma, mas a jovem confiante ou um pouco hipnotizada seguia-a calmamente e segura.
Seu avô estava na taberna com alguns velhotes, já muito bêbado com o capuz preto no ombro direito, segurando-se ao muro cambaleando ia voltar para casa, quando deparou com dois vultos vestidos de branco na noite escura a sair da aldeia, foi buscar o seu cavalo negro.
Seguiu-as com o coração aos pulos, de vez enquanto perdias de vista, mas logo as avistava, ele sabia para onde ela se dirigia…seguiu, seguiu… em silêncio, sem forças, não sabia quem era a jovem, mas era sua neta, não a reconheceu. Mas queria salvá-la. Ele tinha uma espingarda de canos serrados pois tinha de vindo de caçar um javali.
Ouvia-se os uivos que vinham da serra, os lobos uivando na lua cheia e prateada…no cimo da colina já fora das Barreiras, via-se um vulto enorme de Lobisomem uivando, estarrecedor, esperando sua oferenda.
O orvalho cobria de gelo todo o campo que brilhava á luz da lua como estrelas no chão, fazia um espetáculo deslumbrante com as damas de branco a caminhar resplandecentes.
A dama de branco gritou “Aqui a tens, vem busca-la, e traz de volta meu amor”, a jovem meio hipnotizada, não mostrava receios ou dúvidas, ele enorme peludo com uns dentes afiados com umas garras enormes, aproximou-se uivando acompanhado da matilha de lobos, urrando, batendo as mãos no peito como vencedor.
Pegou ao colo a jovem beldade, e com passadas grandes, abandonou o local com os lobos, o avô segui-o de longe, subiu a colina, ele sabia para onde o Lobisomem a levaria e já estava seguindo para lá, havia na serra umas grutas, a noite estava agora aclarada com a luz da lua brilhante, tudo parecia cinzento prata, o gelo estava escorregadio.
Finalmente o avô chegou, e viu-o a uivar à Lua no cimo da serra com seus lobos. Olhou em volta encontrou a gruta e de longe viu uma mancha branca no chão deveria ser ela, nada poderia fazer para a salvar, mas se o conseguisse matar todas as outras jovens estariam a salvo. A jovem ainda continuava hipnotizada meteu-se em pé, o avô viu um pássaro branco enorme voar para ela e poisar aos pés dela, parecia uma coruja branca gigante.
Parecia querer bicar o vestido dela e puxava-a, ela facilmente hipnotizada, seguiu o pássaro, de repente o lobisomem começou a descer a serra, seu uivar à lua acabou estava satisfeito e agora iria se satisfazer com sua prenda.
De repente vê a coruja levando sua jovem, corre, salta para cima, a coruja bica seus olhos deixando-o cego e furioso ele dá-lhe um murro e a coruja cai como morta, o Lobisomem pega a jovem levanta-a no ar como vencedor e o avô atira apontando ao coração e acerta em cheio.
Ele cai, no precipício que estava a seus pés e a jovem ficou presa no seu vestido branco num arbusto, se o vestido romper ela morrerá, a coruja de repente mexe-se está viva e tenta chegar-lhe, mas algo está a acontecer a jovem ressuscita de seu estado hipnótico e a coruja está a transformar-se em algo, parece que a morte do Lobisomem está a transformar tudo, um clarão da Lua incide diretamente na jovem rapariga ainda meio transtornada e a tentar se segurar, mas qual o espanto do quadro que se depara aos olhos do avô que reconhece os gritos de sua neta.
Não chegará a tempo de ela não cair, mas a coruja que aflita tenta segurar está a transformar-se num belo jovem, suas assas já transformadas em mãos agarram a jovem, contorcendo-se de dores, e tenta não a largar. Todo nú e gelado o jovem já transformado puxa a jovem Clarinha agarrando-a ao colo, o avô chega pasmado.
Um milagre se deu com a morte do lobisomem, os encantos se quebraram, as bruxarias se desvaneceram a aldeia finalmente descansará, a dama de branco que é um fantasma aparece como uma aparição abraçando seu Lobisomem que acaba depois de morto por se transformar no pobre lenhador e descansarem em paz.
O avô resolve fazer uma campa e enterrar ali mesmo ao lado da gruta o Lobisomem e a dama já materializada.
  O avô lembra-se dos antepassados contarem que estes jovens planeavam casar e serem felizes eles viviam um grande amor, finalmente acabou seu calvário.
A neta agora bem consciente, olhava embevecida para o jovem já coberto por uma manta que estava no cavalo, ele sim seria o seu Príncipe encantado um novo amor nasceu ali naquela serra mal se olharam nos olhos um do outro, ele era o bisneto da Condessa da Torre uma grande quinta situada nas Barreiras, que ainda nos dias de hoje está misteriosamente situada no centro da aldeia, esta condessa ajudou muito a população e agora é a população que vai devolver finalmente seu bisneto desaparecido e encantado.
        A aldeia acordou com um sol radioso e um dia lindo, todos saíram à rua festejando o acontecimento, o avô anunciou o noivado da jovem Clarinha com seu Príncipe.

 E viveram felizes para sempre.
 
Noite das Bruxas ... de 31 para 1 Nov   por Miká Penha
 
 

"História, População e Actividades"

A história da aldeia das Barreiras está naturalmente ligada à da região onde está inserida, e que abrange não só o concelho do Cadaval como também os que com ele confinam. Em muitos se têm encontrado vestígios milenares de vida humana, da época pré-histórica através de achados arqueológicos. Basta citar as obras de Leite de Vasconcelos sobre o assunto, em relação a este Concelho.

Nas Barreiras também foram encontrados vários machados de pedra, pertencentes à idade da pedra polida, conhecidos localmente por ‘’pedras de raio’’. Muitas pessoas, mesmo no início do século XX, ainda estavam convencidas que essas ‘’pedras’’ caíam com os raios das trovoadas e que quem as possuísse estaria ao abrigo de outros raios. Vários povos devem ter influenciado a origem da população desta região. A antiga Lusitânia situava-se entre o Douro e o Tejo, englobando portanto toda a zona de que falamos. Embora se saiba que por aqui andaram e viveram durante longos anos, não há, nas Barreiras, vestígios de romanos, nem de mouros, nem de outros povos. Também se deve citar a passagem por estas terras das tropas francesas, quando das Invasões no século XIX.


Esta aldeia deve ter tido o seu início num casal, a partir de alguma povoação vizinha (Peral?) e que, a pouco e pouco, se foi desenvolvendo com mais casas, população e terrenos cultivados. Há notícia de existirem apenas sete casas.

O ‘’Numeramento’’ de 1527 refere a existência de ‘’dez vizinhos’’ (deve corresponder a uma população de 40 ou 50 pessoas).

Em 1763 já havia nas Barreiras 22 casas e 33 ‘’fazendas’’. Em 1804, no livro de ‘’décimas’’ da Estremadura constavam 23 prédios urbanos e 16 rurais. Em 1961, havia 100 fogos e 324 residentes (contagem directa). Actualmente ronda apenas os 300 habitantes e 150 fogos. Sempre foi uma aldeia com grandes fluxos migratórios, talvez devido à sua proximidade com a ”’Estrada Real” (estrada Lisboa - Alenquer - Caldas da Rainha). Sazonalmente, vinham pessoas da zona Centro do país e também do Alentejo para trabalhar na vindima e na apanha da azeitona. Alguns chegavam mesmo a ficar por aqui, constituindo família.

Por outro lado, outros partiam das Barreiras para o exterior, sobretudo para Lisboa, à procura de um futuro mais risonho. Mais tarde começou a emigração para o estrangeiro. Quase todos voltavam, sobretudo para passar o período de férias, no Verão. A aldeia tinha então um movimento diferente. Era muito conhecida, em meados do século passado, a família do Conde da Torre, que ali possuía muitos terrenos e a maior casa da aldeia (tinha electricidade e telefone que podia ser utilizado pela população em qualquer época do ano) e que por lá exerceu a sua influência.




Ainda no século passado, por volta dos anos 30, e graças ao dinamismo de três pessoas da aldeia que conseguiram adquirir uma camioneta de passageiros, a aldeia das Barreiras passou a ter ligação com Lisboa 3 vezes por semana.




Alguns anos depois já havia 4 camionetas em circulação, para Lisboa e Caldas da Rainha, duas vezes por dia.

Entretanto essa sociedade foi vendida e desenvolvida por empresas com maior expansão (“Ferreira”, depois “Capristanos” e por fim “Claras”), continuando as camionetas, sempre, a fazerem uma escala nesta aldeia, espécie de “ fidelidade” à origem.

Eu, esperando a camioneta 1965


A agricultura desta região pode ter tido alguma influência dos monges de Cister, do Mosteiro de Alcobaça.


A vinha era predominante. Para além da produção de vinho, havia outras actividades. Em 1930 existia uma caldeira para destilação de aguardente. Havia ”moagens” (só restam actualmente as ruínas dos moinhos) e uma padaria. Até 1950, houve tecelagem de cobertores, mantas e tapetes. Em 1960 começaram a aparecer pequenas indústrias caseiras para fabrico de queijo e manteiga, mas que depressa acabaram.

Quanto à memória popular “histórica” dos idosos no início do século XX, é curioso que as citações mais frequentes eram relativas a franceses, à guerra entre D. Pedro e D. Miguel, e ao rei D. Carlos. E todas as construções cuja origem desconheciam eram “do tempo dos mouros”.

Actualmente, os hábitos mudaram. A festa anual, que outrora era o acontecimento mais importante, tem vindo a perder relevância. Muitas tradições (Janeiras, Adiafa, etc.) bem presentes há meia dúzia de gerações, quase são desconhecidas para os mais novos, embora haja esforços no sentido de as retomar. O mesmo aconteceu ao jogo da malha e ao jogo do pau. O pau era sobretudo uma arma de defesa. Era um utensílio tão frequente como a enxada, e acompanhava sempre qualquer homem que se deslocasse fora da aldeia. A agricultura está diferente.

A vinha continua a ser abundante, mas tem diminuído.
O próprio posto de recolha de uvas da Adega Cooperativa da Vermelha, situado nas Barreiras, tem estado desactivado.
Em Dezembro de 2009, a cooperativa sucumbiu ao temporal que desvastou desde Torres Vedras até Lisboa, segundo informações dos Serviços Meteorológicos este temporal foi avaliado no grau 3 duma tabela máxima de 5 e teve ventos com picos a rondar os 200 km/hora. A Protecção Civil Municipal e o Governo Civil de Lisboa, falam em mais de 40 milhões de €uros de prejuízos.

A pêra Rocha tornou-se ‘’rainha’’, seguindo as tendências locais. A actividade empresarial não tem sido dirigida no sentido da agricultura, não havendo nenhuma grande empresa neste sector.

É uma zona de pequena/média propriedade, sendo utilizada tecnologia recente na execução dos trabalhos agrícolas, mas a população dedicada exclusivamente à agricultura tem diminuído.

Mantém-se o pequeno comércio local e foram criadas recentemente uma imobiliária e duas zonas comerciais, uma delas com restauração. Também abriu uma clínica privada em 2008. Há várias indústrias (cerâmica artística, montagem de ‘’stands”, caixilharia de alumínio, etc.).

Há uma delegação da APAS Florestas.

A construção civil tem-se feito sentir com o aparecimento de muitas casas modernas, diferentes das tradicionais, havendo até várias famílias aqui residentes sem ligações familiares na aldeia.
Neste momento em 2010 muitas casa estão à venda derivado da morte do seus mais antigos residentes, e seus filhos e herdeiros que foram fazer suas vidas longe da aldeia, alguns recuperáram-nas e vêem de fim de semana para repouso campestre.
Outras são de emigrantes que se mantém fechadas durante todo o ano mas nas férias ganham nova vida. Um dia quem sabe alguns vêm definitivamente, como tem acontecido.

Há ainda a referir a Associação “Centro Cultural, Desportivo e Recreativo”, que cedeu instalações para o funcionamento de uma extensão do Centro de Saúde do Cadaval, e que tem desenvolvido um papel relevante na organização de diversos eventos.
Tudo tem sido oferecido pelo povo e pelos lucros da casa.
Poderia ter sido mais aproveitado toda esta organização, mas é díficl mudar os costumes e usos.
Pois se assim fosse já hà muito tempo teria muito mais movimento, um dos presidentes mais novos tem sido muito activo (Zé Seco), mas é dificil o confronto com os mais velhos, e fazer vingar suas ideias. è uma equipa muito parada e estagnada no tempo.
Talvez se mudassem toda a equipa, mas é dificil pois à poucos residentes que desejem mudanças.

Muitos eventos; presentemente nas Barreiras no BAR da Associação como por exemplo, todas as sextas feiras, temos Karaoke em grande ecrã com a presença do simpático Ivan Bogalho, cunhado de um dos descendente e residente das Barreiras, o Marcos sendo ele presentemente o gerente do BAR TASCA BEAT, no CCDRB.

O Ivan abrindo o karaoke com Madalena a nossa mais nova cantora (a mascote),  graças à simpatia e carisma do Ivan é fácil os miúdos entrarem na brincadeira. A Madalena foi no dia 14/01/2011, que cantou pela primeira vez muito envergonhada e ao colo da Hélia Marina, esposa do Marcos (os dois exploram o Bar). Neste momento a 4 meses depois a Madelena vai sempre a correr para o palco quando a chamam para abrir ela o Karaoke mais o Ivan. Canta, dança, ri-se, e até bate palmas no fim, é um encanto.

 A Banda Antecipação, tendo como vocalista a minha filha Rita Penha,  veio animar a festa do meu aniversário dos 50 anos, no dia 8 Janeiro de 2011, não tendo minha família perto de mim, tive o carinho de muitos amigos, fiz leilão de várias telas que ofereci para angariação de fundos para a festa anual.
 
 O jantar do meu aniversário no salão do 1º andar, onde se realiza várias festas, entre elas, FADOS, etc.
 No aniversário do C.C.D.R.Barreiras em 2007, porco no espeto, seguida de Corridinhos e danças populares.

“ Monumentos”

A Capela desta aldeia, de que é padroeira Nª Srª da Saúde, existe já há alguns séculos, embora primitivamente sob a invocação de S. Gregório. Está situada no centro da povoação. Tem uma só nave, coro e uma pequena sacristia. Para além do altar-mor, tem também dois pequenos altares laterais. O registo mais antigo encontrado é de 2 de Maio de 1666 e refere-se a um casamento realizado nas Barreiras, na Capela de S. Gregório. Em 1867, também há uma referência à Capela das Barreiras sob a invocação de S. Gregório na ‘’Chorografia Moderna do Reino de Portugal’’, de João Maria Baptista.

No século passado, as pessoas com mais idade referiam apenas que a imagem mais antiga era a de S. Gregório. Não sabiam precisar quando a Capela passara a ser dedicada a Nª Srª da Saúde. Constava, no entanto, que esta imagem teria sido ali deixada por um soldado francês, que fora ferido e que terá sido tratado pela população. É uma imagem diferente de todas as outras: é pequena, tem cabelo e vários vestidos e mantos para usar em diversas ocasiões.

Na minha opinião esta imagem da Santa é muito parecida com a Nossa Senhora da Penha que também é invocada pela primeira vez em França, pesquisem na net a fotos das imagens e são idênticas, na minha opinião o soldado francês que ali a deixou seria um Penha e por isso deixou a imagem ali pois ficou a residir ali ou seria dali originário...senão como é que esta terra tem tantos Penhas e de vários ramos, porque são muito antigos e perdeu-se nas gerações esta história.

A festa anual, em sua honra, realiza-se no dia 8 de Setembro.

Seguida sempre de sua tradicional procissão em honra da Nª Srª da Saúde

Existe também uma cruz, junto do Casal da Cruz, que esteve na origem do nome deste aglomerado populacional. Assinala o local onde faleceu, em 1859, de morte repentina, um membro de uma família que residia nas Barreiras.

É ainda de referir a fonte da aldeia que, contrariamente ao que é habitual encontrar-se, está situada a cerca de 500 metros do centro da povoação, numa zona mais elevada.

Segundo constava, fora inicialmente construída pelos mouros e os ruídos que se ouviam na mina (um grande e fundo buraco escavado na parede do terreno donde jorrava a água) era sinal de que os mouros ainda por lá andavam.

Tem sido objecto de várias obras de reconstrução e remodelação. Chegou mesmo a ser feita a sua canalização até ao largo principal da aldeia.

Sobre a qualidade desta água, que nos últimos anos tem sido analisada com regularidade, há as melhores referências. É muito afamada nas redondezas. Era utilizada frequentemente, não só por veraneantes como por residentes de outras terras, que traziam grande quantidade de vasilhame para levar água para as suas casas.

Se passar pela aldeia das Barreiras, não se esqueça de ir à fonte e provar a sua água fresca e cristalina.

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Com algumas cabeças de criação, um porco para a matança no dia da festa anual, todas essas tradições, foram esquecidas no tempo. Quase todas as casas das Barreiras passaram a ter jardins em vez dos antigos quintais.



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Nevão nas Barreiras
29 Janeiro de 2006

Rua 8 de Setembro, Renault do meu pai, nunca se viu tanta neve cobrir com um manto branco toda a aldeia
Minha bicicleta, cheia de neve